sábado, 21 de agosto de 2010

Orgulho e Preconceito

Sabe aquele livro que o enredo te encanta e você logo se identifica com o personagem? Essa é a minha ligação com orgulho e preconceito. Quando assisti ao filme pela primeira vez me apaixonei pela trama, edição, enfim tuudo.

Apesar disso só li o livro há algumas semanas atrás e não foge muito do filme. A diferença é aquela que sempre acontece quando o livro é passado para as telonas, as características dos personagens são implícitas em pequenos detalhes que nem todos nós conseguimos captar. Eu me incluo nesse grupo.

A autora, Jane Austen, ao longo da história busca explorar o orgulho inserido na relação entre Elizabeth e Mr Darcy, vale lembrar que de ambos. Esse sentimento no entanto está mais ligado a primeira impressão que ela tem dele e ele por sua vez é mais tímido que orgulhoso.

O lado preconceituoso do enredo está ligado ao contexto em que os personagens estão inseridos. Mr Darcy é rico e de uma família tradicional enquanto “Lizzy” é mais humilde. No entanto, a relação se torna difícil não por sua falta de posses e sim pelo, vamos dizer, desequilíbrio emocional de sua família.

Não é a toa que Jane Austen escolheu como sua heroína preferida a orgulhosa e decidida Elizabeth. Ela queria se casar com alguém que amasse, era passional, defendia suas idéias com unhas e dentes. Acabou tornando-se a minha também!

A cena mais emocionante, o primeiro pedido de casamento feito por Darcy.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Valsa

Outro dia ouvi na rádio cultura que a valsa logo quando foi inserida nos salões de dança era considerada uma dança proibida. Fiquei curiosa e fui procurar mais sobre esse gênero que todo mundo conhece e ao menos uma vez na vida irá dançar (a não ser que você não faça nenhuma formatura *rs).

A valsa foi criada a partir de dois folclores camponeses, o austríaco e alemão. Logo ela foi aceita pela sociedade vienense, que até hoje mantém o estilo original da dança. Outros países europeus como França, Espanha e Portugal também aderiram à dança. No Brasil a valsa chegou por intermédio da família real portuguesa, em 1808.

Ela era considerada uma dança proibida porque faz com que os parceiros se toquem e isso na época, vocês podem imaginar, era um pecado e tanto! Até então os pares dançavam de forma separada.

Os jovens foram os que mais gostaram da idéia e logo todos se adaptaram a valsa. Outro fator é a facilidade com que se pode aprender os passos, são apenas 2. Mas eu nunca aprendi =\

Existem vários compositores legais entre eles Chopin, Strauss, Brahms. Eu AMO os compositores do período romântico, portanto sou meia suspeita para falar. Ouçam e escolham os seus.

Para esse post escolhi uma valsa do compositor francês, Émile Waldteufel.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vinicius e Tom

A parceria entre Vinicius de Moraes e Antônio Carlos Jobim resultou em inúmeras belas canções, mas " Se Todos Fossem Iguais a Você" é especialmente tocante. Não só pela letra, que é uma verdadeira declaração de amor, também pela melodia e pelo arranjo delicado.

Este vídeo disponível no You Tube que tem infelizmente cerca de um min de duração registra uma de suas apresentações nos estúdios da TV Globo.


terça-feira, 1 de junho de 2010

Querido John



Querido John é mais uma obra do Nicholas Sparks, também autor de “The Notebook” , “A message in a bottle” e “A Walker to remember”. Traduzindo. Livros que viraram grandes filmes do gênero romântico, os que eu citei acima são: “Diário de uma paixão”, “Uma carta de amor” e “Um amor para recordar”.


Querido John também se transformou em filme, mas seu exemplar ganhou maior destaque quando se tornou best-seller do New York Times com 5 milhões de livros vendidos nos EUA. Aqui no Brasil entrou para a lista dos mais vendidos (Guia do Estadão) e vem se mantendo a alguma semanas.


Como qualquer obra de Sparks o romance é adaptado na Carolina do Norte, eles são de mundos diferente e “John” se separa de “Savannah”. (Nos seus enredos os mocinhos sempre são separados e podem ficar juntos, ou não). Dessa vez porque ele serve ao exército dos EUA e a conhece durante uma licença. Os dois apaixonados decidem se falar através de cartas até que acontece o atentado às torres gêmeas, ele se alista novamente e vai para o Iraque.


O autor explora esse lado da guerra superficialmente. Fala das questões psicológicas dos soldados e também da inexperiência de alguns que se alistaram por uma onda patriótica que de fato teve nos Estados Unidos após o atentado terrorista. Quando li achei isso ruim, mas depois pensei, se ele desviasse seu foco perderia o sentido.


O inevitável acontece, Savannah se apaixona por outro e fala isso através de uma carta iniciada com “Querido John” que dá título ao livro. Após a morte de seu pai ele a procura e quase tudo está diferente... uma coisa não mudou. O amor.


A questão central do livro é: Qual é o real significado do verdadeiro amor? O que você seria capaz de fazer para ver feliz quem você ama? Porque o amor é assim. Passamos por cima daquilo que insistem em chamar de razão só pra ver o outro feliz. Fazemos sem pensar na recompensa e por mais que os anos passem ele está ali, mutável, mas ali.


Não vou adiantar o final, esse é o dever de pessoas chatas rs. Posso dizer que é nobre.


Leiam!! rs