quinta-feira, 7 de maio de 2009

Magritte

Tela intitulada "Os Amantes"


René François – Ghislain Magritte nascido na Bélgica em um período de conflitos culturais se tornou um dos expoentes da arte surrealista. Suas obras não retratavam o inconsciente como a grande maioria. Ela instiga a reflexão crítica ao modelo cultural e não somente as artes, objetivo não só dele mas de todos os artistas da vertente supra-real.


Um de seus quadros mais famosos intitulado “A traição das imagens” é um cachimbo pintado e embaixo a seguinte frase: “Ceci n’est pas une pipe” que quer dizer, isto não é um cachimbo. Sobre esse quadro Magritte dizia que realmente não era a peça em questão, é apenas uma representação, não é possível pegá-lo.


Mas a complexidade desse autor está naquilo que não vemos como na obra “O filho do homem” nela está retratado um homem de terno com um chapéu coco (artigo muito usado pelo autor nas suas pinturas) e uma maça cobrindo o seu rosto. Este quadro exerce forte crítica a sociedade burguesa, pois todos sempre querem ver o que está por trás, escondido. Magritte dizia que todos tinham um segredo e para realizar essa retratação ele usava objetos desproporcionais colocados em lugares inusitados.


Sem dúvida um de seus quadros que gera maior estranheza no público é “The Lovers” ou “Os amantes” na obra está retratado um casal se beijando com um pano sobre os seus rostos. Esta peça trás todos os conceitos críticos de Magritte sobre o modelo social de sua época. As cores deste quadro como nos demais são fortes e chegam muito próximo a realidade outro ponto explorado por ele e por autores do surrealismo.


Texto desenvolvido para avaliação da matéria arte e cultura

domingo, 22 de março de 2009

Hoje estou inspirada então... esse é um vídeo do filme "Good bye Lenin". O filme tem uma narrativa super interessante [vale a pena assisitr], mas o que eu mais gosto dele sem sombra de dúvida é a trilha. Ela é simplesmente MARAVILHOSA!!

A sétima "indústria"


O cinema nasceu para reproduzir a realidade, pequenos filmes do cotidiano moderno eram veiculados em salas de rua, porém não podemos esquecer que ele surgiu em um contexto caótico. Os trabalhadores migravam do campo para as cidades. Era o cronômetro que regia o seu cotidiano e não mais a natureza.


A vida dos trabalhadores era miserável, viviam em condições precárias. Assistir peças ou ir a audição de uma orquestra era algo fora de cogitação. Então surge o cinema, os burgueses no controle como sempre utilizando os mais variáveis recursos para tornar a ficção da tela em algo próximo a realidade. Veiculando e despertando o desejo em todos de seguirem o padrão de vida que eles desfrutavam.


Os filmes se tornaram iguais, desde sua narrativa pobre e personagens com destinos previsíveis a sua trilha sonora generalista. O espectador não refletia, e ainda não reflete, é induzido por efeitos especiais a reproduzir cenas e sonhar com padrões longe dos seus assim que sai da sala.


A indústria cinematográfica americana se desenvolveu após a 1° Guerra Mundial e ao longo dos anos espalhou seus filmes comerciais pelos quatro cantos do mundo. O distanciamento da cultura nacional para um modelo estrangeiro foi seu resultado final. Sua monopolização é ainda notória como produtora ou co-produtora da maioria dos filmes em cartaz.


Como toda boa indústria que visa o lucro a sétima arte não poderia ser diferente. A cópia da película surgiu como meio de retorno mais rápido do investimento realizado pelos produtores, distribuidores e exibidores. Todos ganhando através da massificação da cultura.
O principal efeito é a conformidade da população ao receber uma cultura estereotipada que encara as mais variadas artes como lazer e não forma de expressão.


Foto: Hugh Jackman, apresentador do Oscar 209, em mais uma das tantas encenações.

Fonte:
[Livro] O que é cinema

sábado, 31 de janeiro de 2009

MAYSA - quando fala o coração



Sei que estou atrasada pra falar sobre o assunto em questão, mas essa minissérie precisa ser comentada ainda por muitos anos.


No ano em que a Bossa Nova completou 50 anos a Rede Globo optou pelo início da produção intencionalmente, ou não, da vida de uma cantora mais conhecida pelo estilo melancólico de suas músicas e não pela sua carreira no estilo em questão.


A minissérie teve direção de seu filho, Jayme Monjardim, e textos de Manoel Carlos. O sucesso da produção, no entanto contava ainda com a atriz Larissa Maciel que além da incrível semelhança soube representar de forma equilibrada a cantora que era conhecida por seus excessos. Quer no palco com suas fortes expressões, ou em sua vida regada de bebida e cigarros.


A produção mostrou Maysa filha, mãe, cantora, esposa e em todas as fases da vida ela não tinha medo de dizer o que pensava, vivia intensamente. Algo que lhe trouxe muitas conseqüências e em sua maioria negativas. Também retratou sua insegurança ao subir em grandes palcos, seu peso, amores.


O que mais chamou minha atenção foi a transparência da produção ainda mais por Manjardim ser o diretor e filho. Conseguir retratar seu abandono por parte da mãe em um internato na Espanha durante 10 anos demonstra que realmente aprendeu a amá-la.


Os capítulos da minissérie mantiveram 30 pontos na audiência, número considerado bom para o horário no qual ela era transmitida. Para a decepção em partes da Rede Globo que não esperava tamanha repercussão e cortou alguns trechos.


Enfim, o Brasil aprendeu os motivos para admirar, odiar e amar Maysa.


Fontes:

http://maysa.globo.com/Maysa/0,,16119,00.html

Revista Veja - entrevista com Jayme Monjardim